Questões relacionadas à segurança pública passaram a ter mais visibilidade nos últimos anos por conta do aumento das taxas de criminalidade, da sensação de insegurança e a degradação do espaço público. Esse é um dos principais desafios a serem solucionados e cobranças recebidas pelos gestores.
Apesar de os gastos com segurança pública nas cidades terem aumentado mais de 220% em 13 anos (2002-2015), o valor ainda é insuficiente para dar conta da violência.
Entre 2014 e 2015, mais de um milhão de veículos foram roubados ou furtados no Brasil, o que dá uma impressionante média de um caso a cada um minuto. Os dados são do 10º Anuário Brasileiro da Segurança Pública.
A plataforma em nuvem veio para ampliar a capacidade de vigilância das cidades de maneira inteligente, escalável e econômica. O software captura e grava as imagens na nuvem, ou seja, não precisa de aparelhos e servidores físicos para armazenar os dados. As imagens podem ser vistas ao vivo, de qualquer dispositivo desde que haja um login e senha.
A plataforma também permite a verificação instantânea de dados, cruzando informações para identificação de pessoas, veículos, objetos e detecção de movimentos e situações.
O projeto também estimula ainda a vizinhança colaborativa, em que os vizinhos conseguem compartilhar as imagens das suas respectivas câmeras privadas.
É o auxílio da iniciativa privada na expansão do videomonitoramento na cidade. Muito mais proteção e uma maior malha de informações disponíveis aos órgãos públicos.
Além da segurança patrimonial e contra crimes, as câmeras ajudam a monitorar enchentes e o trânsito, contribuindo para a distribuição correta de agentes focados nestes problemas.
Outra possibilidade é integrar todas as câmeras diretamente com os órgãos públicos de segurança, tornando muito mais ágil a atuação diante de ocorrências.
A cidade de São Paulo já aderiu ao projeto. A iniciativa prevê o aumento do monitoramento da cidade por câmeras de segurança. O projeto permite que a população disponibilize para a prefeitura e Polícia Militar imagens de câmeras particulares espalhadas pelas fachadas das casas e comércios da cidade. De acordo com a prefeitura de São Paulo, no primeiro ano de atuação, o Programa já ajudou na economia de aproximadamente R$3,6 milhões.